Ecos, os que não são

Um terapeuta me disse certa vez, antes que eu fizesse uma fala pública: “Cuidado com os ecos”. E eu: ecos de quê? Ele: “Ecos, como na mitologia grega.” Lembrou-me da ninfa Eco, que teve a voz retirada por Hera, mulher de Zeus, inconformada que ela acobertasse as infidelidades de seu marido. Eco não falaria mais. Ficaria então conhecida como “aquela que não sabe falar em primeiro lugar, que não pode calar-se quando se fala com ela, que repete apenas os últimos sons da voz que lhe chega”.

Para o terapeuta, há muitos ecos a se aproveitar do que você diz numa palestra, atrapalhando seu desenvolvimento. Fiquei atenta a isso e pude falar tranquilamente. Rara dica de um terapeuta que aproveitei! E ele tem razão. Isto acontece não só em palestra, mas em muitas situações em nossas vidas, no Facebook também.

Certeza que vocês sabem como funciona: a gente posta uma coisa na rede e lá vêm os comentários a se aproveitar de nossa fala para dobrá-la, desfigurando-a e desviando a atenção da postagem inicial.

Eu decidi assim. Não ligo pra eco em rede social. Não ligo pra rede social. Os anulados que me aguentem. Se estou nas redes é pra me divertir, aprender e dividir o que sei.

E boa semana pra gente!

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