eu alterno os estados.
preciso de algo para melhorar o ânimo (um café, quem sabe), enquanto imploro qualquer coisa para apagá-lo, uma sedação, que, aceito, pode ser breve.
preciso de crença, mas só a ausência persiste.
aqui na vizinhança ninguém dá um pio sobre o que se passa. antes, há horas, celebra um aniversário.
a vida vai seguir como tem sido, os mortos empilhados nas manchetes, sem que o sangue nos suba aos olhos e finalmente façamos alguma coisa para calar quem nos tornou mudos.

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