
Sou ouvinte e paciente. E aceito quase o impensável das pessoas de que gosto. Até que um dia, exausta e desperançada de seu narcisismo, desisto delas. E ainda, se quiserem saber, explico-lhes por que parto, muito consciente de que não me entenderão.
Não é o melhor jeito de agir, imagino. Com os anos, vamos perdendo até mesmo quem deixar… Mas não sei. Esta sou eu. Unapologetically me. Com as dores e as delícias implícitas neste ser a quem no passado já entenderam “terrível” ou “difícil”.
Mas eu tenho uma boa qualidade, ao menos. Sei rir. Rio alto comigo e de mim mesma. Hoje é sábado, curto uma leve ressaca, o café me fez feliz e neste momento sinto um friozinho sob o ventilador do teto.
A vida pode ser um carinho e tanto, às vezes.