Em 1988, viver significava insistir. Pela enseada, na cabana transformada em habitação, o jovem Bananan construía pequenos objetos de arte e ousava interpretar um gênero degenerado de música popular, o rock. A reconstrução, que os russos intitularam perestroika, chegava com a promessa de melhorar a vida de todos. “Mas eu não vivo a vida”, argumentava o protagonista da trama ficcional “Assa”, de Sergei Soloviev, à mulher amada, amante de um gângster. “Viver a vida é triste. Do trabalho para casa, do trabalho para o túmulo. Eu moro no íntimo mundo dos meus sonhos. E a vida, o que é a vida? Uma janela pela qual de vez em quando enxergo as coisas embaçadas.”
Aqui, este lindo filme, com legendas em inglês:





