Sem “xadrez político”, por favor

Na escola, desde pequena, vi alunas se apaixonarem pelo professor.

Seriamente.

Mas eu nunca consegui.

Em geral, professores não me falavam nada pessoalmente. Permaneciam lá longe, inalcançáveis. E eu não era muito de professor, pra ser bem franca… Meu melhor professor era a Biblioteca Mário de Andrade.

Até que apareceu meu mestre de fotografia da faculdade.

E, muitos anos depois, meu orientador no mestrado e no doutorado.

Eles sabiam bem mais, pra não dizer tudo daquilo que eu jamais sonharia saber. Com todos os defeitos, com sua humanidade, dividiam um pouco de seu saber comigo, eu, esta pessoa torta.

Neles eu penso quando sei que as meninas do Afeganistão perderam essa chance de vivenciar a escola, para não falar de outras coisas ainda mais sérias que deixaram ou deixarão de fazer e ser.

Não tem “xadrez político” que abrande isso. E nunca houve motivo para “comemorar”.

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