sem madonna sou

não sintonizo a globo jamais, porém no passado assisti ali deliberadamente à transmissão do início da invasão de bagdá, uma vergonha com hora marcada.

não vejo jornal nacional, portanto, nem telenovela nem huck, graças a deus.

as últimas coisas da emissora percebidas por mim, durante ocupada juventude, quiçá tenham sido o funeral do tancredo, o show do joão gilberto com a rita lee e a morte do sena.

já me diverti com a madonna no passado, mas nunca a levei a sério, jamais constituiu meu ícone pra coisa alguma (quem me liberou foi wilhelm reich), embora admire seu racional, o saber lidar com as massas & sua psicologia.

ela é mais velha do que eu e talvez por isso minha coluna vá melhor que a dela.

não gosto de show de dublagem, embora assista sem muito gosto, eventualmente, aos lip syncs do reality da ru paul.

a primeira vez que vi a imagem de marielle no telão foi durante um show emocionante dias depois da sua morte, dado pela brilhantíssima neneh cherry, com a presença paga de seus grandes músicos, sim, no sesc pompeia.

nascida também há seis décadas, igualmente sabedora de nós, a linda afilhada do don cherry tocou assim no dedo quente da ferida brasileira sem que bebel gilberto, ao abrir a apresentação, tivesse se ocupado minimamente do brutal assassínio.

dito isso, e não necessariamente na ordem/desordem acima, que todo mundo possa encontrar diversão no que é de divertir, ver o que quiser ver e amar quem deseje até dizer chega, como falava minha tia alzira do nordeste e do coração.

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