Todos por nós

Vejo o desânimo no rosto dos amigos e os compreendo.

Ninguém imaginou um dia ter de enfrentar o fascismo novamente, em sua faceta caricata e brutal.

E este foi o nosso problema.

Não demos relevo ao surgimento desta corja quando ela queimou as primeiras bandeiras e simplesmente roubou a nossa, nossa simbologia de país, roubou a nossa representação.

Este fascismo em nova modalidade, não nacionalista, como na origem, mas entreguista, demolidor de nossos próprios recursos, nós o entendemos mal nesse início.

Nós, os que estudamos e politizamos, não podíamos ter acreditado que, depois do golpe institucional que imaginávamos ter data de validade, tais grupos cresceriam a este ponto, apesar de o fascismo não ser uma novidade pra ninguém.

(Foi para Marx!)

Não dissemos #elenão antes.

Mas tínhamos de tê-lo feito agora.

Não somos culpados, na contramão destas tristes “análises a posteriori”, de termos nos insurgido pacífica e firmemente com o #elenão.

Nós o fizemos da maneira que conhecemos.

Aberta.

É a nossa maneira.

Não visitamos os esgotos pra fazer política.

Não nos tocamos que os mais baratos planos de telefonia móvel, hoje em dia, oferecem WhatsApp ilimitado, e que este é o canal para conversar sobre os temas sérios com quem não tem formação, dinheiro, internet, esperança.

Enquanto eles mandavam fakes para os aturdidos e consumidos, nós, pt, pdt, psol, rede, universidade, gente do bem, deveríamos tê-los alertado da maneira certa.

Devíamos ter propagandeado nossos ideais humanistas.

Mas vocês também compreendam uma coisa, por favor.

Estamos lidando com uma força internacional.

É ela quem quer se meter aqui e nos destituir como nação.

Quem paga Bolsonaro não são as vaquinhas de seus eleitores, embora eles possam fazer isso, como pelo jeito fizeram depois do atentado.

Quem paga Bolsonaro são os grupos religiosos que lidam com o tráfico internacional, as mineradoras que expulsam os índios, a indústria armamentista a favor dos ruralistas.

O mais arcaico dos capitalismos.

Se o bispo Edir Macedo quer, ele consegue uma força de coerção inimaginável contra nós.

Mas somos fortes também.

Nossas ideias não morrem.

Dizemos não.

Dizemos sim.

Temos o que dizer.

Sabemos dizer.

Não vamos deixar que digam por nós.

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