dorme, boi!

sem sono,

deparo com Anitta numa série netflix.

olha sóóó!

quem sabe agora eu compreenda a mulher por trás do mito?

nesse reality show pra gringo boi dormir?

será que enxergo humanidade na artista?

será que entendo o que ela passou?

choro e sorrio com ela?

vou tentar!

eu adoro descobrir!

mas…

tá…

periferia…

veio do nada…

fez inglês…

deu um carro pro pai, dois relógios…

sério?

puxa.

adora milho cozido

(eu também!)

canta em três línguas!

e?

celular live celular!

que cacete!

que chatice!

que coisa seu namoro marcado por… vômito?!

que coisa esses produtores com caras oportunistas!

que mundo!

já entendi!

anitta faz acontecer!

ela no fim foi quem dirigiu “vai malandra”!

ela é quem pensa!

gênio!

pessoa autêntica!

oito plásticas!

nossa!

tudo o que ela imagina é revolução!

mas tem depressão!

tem festa!

pegadinha!

que profissional!

canta!

que chatice!

que cacete.

me lembra o Sebastião salgado no filme do wim wenders insinuando que veio do nada, fotografou como deus e virou deus, agora recriando a floresta…

acho que nem Wim Wenders faria Anitta pior!

tenho de dormir!

Dark post

Aprendi coisa nova ao ver o documentário de Thomas Hunchon “Driblando a Democracia”. https://vimeo.com/295576715

A novidade para mim é a expressão “Dark post”.

Trata-se uma mensagem fake subliminar, em forma de meme, enviada a tipos cujo perfil se apreende pela análise de dados do face.

Empresas como a inglesa Cambridge Analytica rastreava uns cinco tipos psicológicos de usuário/eleitor. E neles disparava esses posts, que eram breves (subliminares), tempo suficiente na rede para não permitir a identificação de sua origem.

Um exemplo no documentário é o fake em que Hillary “advoga” o fim do porte de armas nos Estados Unidos. O meme tinha basicamente duas fotos, uma de uma bela arma e outra da Hillary bem feia.

Os disparos fake aconteciam (no caso do Brexit e da campanha de Trump) se houvesse uma condição básica no usuário: uma inclinação ao voto conservador, mesmo que não declarada (porque os likes do face e os “joguinhos de personalidade” podem indicar até isso).

A Cambridge tinha predileção em disparar fakes ao tipo “neurótico”, enraivecido, vocativo, por se tratar de um difusor. A partir dele, o meme fake atingia toda a rede de inclinação conservadora.

As mensagens da Cambridge eram sempre reaças. A empresa tinha como testa de ferro o Steve Banon. Mas ele não era o criador da ideia de disparo (ilegal) pelo face. O gênio do mal, fundador da empresa, era Robert Mercer, um direitista que saiu da IBM para criar algoritmos a empresas que atuavam na bolsa.

Mercer lutou para desarticular o financiamento legal de campanhas nos EUA. E conseguiu em 2010, por meio de uma determinação do Supremo, que um conselho pudesse fazer doações.

Mudou a eleição americana ao comandar a campanha de Trump e disparou a ameaça à democracia. Ou o drible.

Não se trata, então, de um espertalhão a oferecer serviços de manipulação tecnológica aos políticos. Trata-se de um articulador político que vende seus serviços pelo bem de uma ideologia que deseja fazer vingar.

O triste é pensar que ele tenha estudado a eleição presidencial indireta americana e decidido que três Estados com maior proporção de indecisos (Michigan, Wisconsin e Pensilvânia) tivessem potencial de virada. Trump fez toda a campanha neles e ganhou por meio deles.

Posteriormente, o face teve de explicar sua associação com a empresa. Zuckerberg classificou a participação nesse massivo fake trumpiano como um erro de segurança. Mas funcionário da Analytica ao depor diz que teria sido impossível a associação sem o conhecimento do face.

A Analytica só cometeu um erro, o de não declarar que pagara a Steve Banon pela campanha de Trump. Isto a inviabilizou nos Estados Unidos.

E no Brasil?

E o WhatsApp?

Pessoalmente nunca recebi um dark post. Mas conheci muitos deles por meio dos parentes/“amigos” reaças do tipo “neurótico”. Nunca achei que aquelas grosserias pudessem convencer alguém além deles. E muito menos ganhar uma eleição.

Espero que Hunchon se interesse por nós. E por estender seu entendimento a outras redes. “Driblando a democracia” é muito bom, mas atualmente despencamos em poço ainda mais fundo.

UMA SALA DE AULA, UM VIOLÃO

Quando eu era criança, nos anos 1970, aprendi uma piadinha e decidi contá-la a meu professor de português.

Não a um professor qualquer.

Decidi contá-la a Herr Frehse ele-mesmo.

Alemão na minha escola alemã, ele era implacável por fora mas amoroso lá dentro. Um apaixonado pela cultura brasileira. O melhor professor de línguas que eu tive. Não só de alemão, como também de português.

Alto, magro, usava o cabelo curto grisalho com topete. Na sua arcada superior faltavam os dentes de trás, algo muito evidente quando ele decidia nos bronquear (e desafiar, porque improvisava com humor sobre nossas respostas) com um sarcasmo de príncipe.

Ia trabalhar de terno e gravata. Tinha apenas dois ternos, um azul e um marrom, mas preferia o marrom (e eu ficava alerta quando ele vestia o azul: o que estava tentando nos dizer?). De terno amassado mesmo vigiava o recreio e ironizava os engraçadinhos que surfavam no corrimão.

Ele era o professor que enfrentava qualquer problema. Por “qualquer” entenda nós, os bolsistas, “problemas” vespertinos separados dos estudantes particulares matutinos. Os pobres que precisavam de vigilância acima de todos. Mas eu era criança. Que se danassem os vigias.

Herr Frehse tinha mais uma particularidade. Uma fraqueza? O filho danadíssimo, que desafiava sua inteligente rigidez. Eu o apelidei de Sobrinho do Capitão, numa referência ao desenho do Rudolph Dirks que meu pai me ensinara a amar (eu era a única menina entre as amigas a ler quadrinhos), obra que, por sua vez, simplificava o clássico Max und Moritz, do Wilhelm Busch.

O filho do Frehse parecia um Frehse em miniatura. Mas tinha a franja lisa. Mas era baixinho. Por isso, surfava no corrimão melhor do que nós.

Logo o filho do capitão…

O menino estudava entre os refinados da manhã, mas era um incontrolável em classe e não se intimidava com as proibições. Como deveria ter sido o professor criança, imaginei. Misturava-se a nós à tarde porque precisava esperar o pai sair do trabalho e levá-lo pra casa de fusca.

Só uma vez Herr Frehse me chocou pra pior. E justamente quando mostrou se encaixar no terrível estereótipo alemão, ao ironizar a “avareza” do judeu. Justo ele, que tratava com um carinho bávaro os pretos que éramos e os nordestinos de quem descendíamos. Até hoje não sei se ele disse o que disse ou fui eu que não entendi a brincadeira.

Eu o admirava. Eu o seguia. Todo o tempo quis ser rápida como ele. Irônica como em seus raciocínios. Não era uma ironia que me humilhasse.

E eu queria desafiá-lo pelo menos uma vez, mesmo sem saber contar piada. (Até hoje não sei, enquanto meu marido é um mestre).

Então decorei a pegadinha que roubei de uma amiga. Ou melhor, pensando bem, apenas eu entre as amigas me dispus à coragem de contá-la a Herr Frehse. Ele não esperava coisa semelhante partida de mim, quietinha lá atrás. Só eu poderia lhe causar o efeito humorístico da surpresa.

(E me orgulho disso, pensando bem. Fui bastante cruel, como ele me ensinou a ser. Encontrei seu ponto fraco nessa paixão pelo Brasil e, rá, o ataquei.)

Fui até sua mesa com a cara triste.

– Professor, aconteceu uma coisa terrível.

– O quê?!

– Eu soube hoje.

– Diga logo.

– O Vinicius morreu!

– O Vinicius de Moraes??! Como??

– Pisou no Toquinho, professor!

Nunca antes havia sentido tão perto de mim a ausência de seus dentes de trás.

ÁGUA SANGRANDO NAS PEDRAS DOS MEUS VINCOS

Após tantos dias acometida de eleição e de gripe, enfrento o chuvisco frio para ir à ioga noturna.

Adoro meu professor, um paraense de baixa estatura que faz nu artístico e celebra o amor homossexual no seu instagram.

Sou a primeira a chegar. Ele parece ter sentido a ausência. Me pergunta como estou. Entendo que são dias tristes.

Frios?

E tristes, sigo.

(Eu não tenho sabedoria.

Muito menos espírito de cautela.

Nem sei como envelheci.)

O professor capta meu ponto e tem uma opinião:

“De todos eles, só estou feliz com o Moro.”

Claro.

“Não acredito nele”, respondo.

E sorrio.

Porque não conheço antídoto pra água maldita.

“Temos de espalhar a luz”, assevera o professor.

Mas é claro.

Me resigno.

Noite de meditação.

Fazemos respiração de fogo, saudação ao sol, vela, torção.

E só depois meditamos, aquecidos.

Tanto movimento resulta que eu esqueça o Morostê.

O professor pede que meditemos sobre uma deidade de nossa própria religião.

Ou que pensemos em alguém de luz.

Na hora vejo meu pai.

Mas combato a ideia.

Não sei por quê.

Procuro mais alguém.

Não chega.

E então me fito menina, animada e pensativa, nas fotos dele.

Numa imagem incomum que extraiu de mim aos seis anos, com ares de atrevimento, na praça 14 Bis.

Não sei se as lágrimas começaram antes ou depois de visualizar o que eu fui.

Mas elas ficaram incontroláveis quando finalmente nos sentamos pra meditar.

Água sangrando nas pedras dos meus vincos.

Todos de olhos fechados.

Todos, menos o professor.

Eu sempre estou pronta para cantar a canção, mas não vou conseguir agora. Limpo as maçãs com as duas mãos, pego o papel pra assoar o nariz, viro pra trás, arrasto o tapete.

Pai que não terminou o que pôde.

Pai que acreditou no tempo.

Pai para quem a morte jamais vingaria.

Pai nascido humilde dos humildes.

Sou filha despreparada dele.

Que errou mais que ele.

Que se sente só quando ele não está por perto para valorizar o seu pensamento sobre qualquer coisa, a sua beleza, a sua carreira, os seus livros, a sua viagem, a sua casa, os seus filhos, e até mesmo para dar a suas fotografias uma benção de corado orgulho.

Meu pai amava tudo o que eu tentasse.

Até dissesse.

Quietinho pra me ouvir e complementar, nós dois falando esquisitices com os olhos na direção do céu.

Um pai para perdoar o fato de que eu às vezes não conseguia sair do lugar nesta vida.

Coisa natural!

Era ele comigo.

Pus óculos pra disfarçar os rios.

E atrapalhei o namastê final, que o professor de ioga disse bem baixo, a observar meus olhos de ressaca do Tamanduateí.

No final me procurou para saber (porque havia lhe contado e porque precisava puxar assunto) como eu me saíra na banca de qualificação da Simone, e eu disse que sim, que gostei, que foi bom ajudar um pouco quem quisesse, ademais uma menina tão inteligente.

Tchau.

E fui tomar um suco.

Daí pra rua.

E desde então o choro no meu pé.

Meu pai nunca entendeu a ditadura. Achava que lhe falavam a verdade.

Depois descobriu que não.

Eu sou pior, pai.

Não entendo se o que vejo é o que existe. Gosto só do que não existe. Não da paisagem lá fora, mas de olhá-la pelo vidro que a entorta e intensifica.

Vai haver sempre alguém mentindo pra mim, pai.

Como houve pra você.

Mas nós teremos um lugar lá em cima onde olhar.

Um lugar inventado, distorcido pela nossa arte.

Crentes de que o fogo em nossas mãos vai tocar o coração de tudo.

Doze anos nesta noite

Meu oxigênio mental para filmes históricos paira no passado, no que fizeram inúmeros grandes diretores como Vittorio de Sica, Akira Kurosawa ou Costa-Gavras. Eu não era espectadora, nem gente, quando suas principais obras se deram, mas a admiração, a observação constante e o estudo retrospectivo tornaram essas peças um pedaço de mim. Com elas me emociono, respiro. Elas me dão a estética invencível, as palavras inesperadas, as grandes atuações.

Vai ver que apenas por isso, eu, chorona assumida, não derramei as lágrimas pretendidas em “Uma noite de 12 anos”, de Álvaro Brechner. Mas é sem dúvida um belo filme, bem atuado, fotografado, sonorizado, escrito.

Mais que um belo filme, trata-se de uma experiência social e cultural, uma emoção que a gente tem o privilégio de compartilhar ao assisti-lo naquela sala 1 do Espaço Itaú Augusta.

A meu lado, na última sessão de hoje, uma espectadora de seus cinquenta anos “conversava” o tempo todo com o filme, quase se levantava da cadeira várias vezes, inquieta com a situação opressiva ali representada, e arrebentava em lágrimas no momento em que três presos uruguaios, entre eles Pepe Mujica, depois de anos de bárbaro confinamento, sentiam a luz do sol no pátio da prisão.

“Lula livre!”, puxou a mulher após a sessão, e foi muito aplaudida pela sala cheia. “Ele não!” respondiam em torno. “Resistência! Vamos resistir!” Mais aplausos, veemência.

Nem dava vontade de deixar a poltrona.

Aquelas raras pessoas, todas elas, queria eu que estivessem para sempre comigo durante o temporal.

Santa burrice

talvez vocês não tenham idade pra saber, mas no seriado camp do batman as paredes frequentemente ameaçavam espremer nossos gay-heróis capturados por gay-vilões.

pois me sinto batman & robin há muitos e muitos anos, tentando segurar as paredes, sem que nunca me deixem conseguir…

tendo de aguentar tropa de elite & sertanejo & big brother & outras porcarias de nossa indústria cultural apenas porque são populares e porque a esquerda, sem querer ser chamada de elitista, não as poderia refutar…

santa burrice!

era por onde a ditadura começava a entrar!

nossa esquerda, dita esquerda, não foi a heroína cultural que deveria ter sido, lamento dizer. nunca pensou em desligar essa chave. adorou a chave. e agora as paredes estão próximas.

mas ao mesmo tempo, né?

estamos só no começo.

quero mandar o cara do uber desligar o som!

aqueles cantores que parecem o porco sob a faca…

e suas letras de corno transcorridas em dubais sentimentais, onde a métrica é insolúvel, “segredos” rima com “erros” e a incapacidade de articulação transborda para nossas vidas…

batman, robin, quem vai desligar a chave?

O grito mesmo

Andei o dia inteiro pela Paulista, fui a bancos, cartório, academia.

E senti uma nova histeria.

O grito mesmo, desmedido.

O cara com a mãe de sua filha, ao telefone, profere baixezas, como lhes contei. Mas também a mulher do milho chama a atenção para seu produto mais do que o sem-teto, para sua dor. A transeunte grita para os pedestres que insistem em atravessar no vermelho: “Nem o Bolsonaro vai educar essa gente!” E o homem diante da companhia de seguros me faz rir: “Mas o dólar não baixou!”

Onde fica Paris?

Não podia mais evitar a “academia” e pra lá fui hoje.

Nunca conversei sobre política naquele ambiente. Nas poucas vezes que tentei fazer isso, precisei lidar com a ignorância básica dos instrutores.

Uma dessas professoras, muito bonita, negra, de aspecto doce, e que apoia a ação da PM em qualquer circunstância, me perguntou onde ficava Paris.

São professores formados pela uninove, em sua maioria com pós-graduação/especialização. Sendo a uninove a única faculdade de cujo nome eu me recorde agora entre as cursadas pelos instrutores, em sua maioria pobres que puderam usar o Fies.

Então passei toda a eleição sem falar com ninguém lá a respeito do Brasil, da política. Me abstive de sofrer.

E também porque academia de ginástica, pra mim, nunca pareceu exatamente um lugar pra fazer amigos, embora eu tenha amizades do fundo do meu coração nascidas lá. Nos últimos tempos, academia é templo de fascismo, como o shopping. Não gosto de nenhum dos dois.

Exercício foi e será minha tediosa obrigação. Se não precisasse fortalecer os tendões, jamais pisaria em uma academia, como por anos não pisei.

E embora não converse com ninguém nesses ambientes, sou educada com as pessoas. Aprendi assim. Sorrio. E não sou nova. Então, por via das dúvidas, me tratam como anciã. Tudo bem com a senhora? A senhora não precisa de ajuda? Tem certeza, senhora?

Até aí ok. Qualquer velho é tratado como criança neste mundo. Somos tão fofos.

Mas hoje veio o instrutor de meu treino de musculação, brasileiro de origem negra, a me perguntar se eu estava animada depois da eleição.

– Claro que não – respondi.

– Mas que é isso, Rô! – retrucou. Você tem de ser otimista com o Brasil!

(Pra que usar “você” se vai me tratar feito coroca?)

– Até o último dia desse governo serei oposição.

– Ah, mas que é isso!?! (Paternal.) Nosso pensamento tem de ser positivo, de evolução!

– Concordo. Então por que o Brasil, pelo jeito você, elegeu à presidência a regressão? Não posso crer que um ser humano igual a mim tenha votado em um homofóbico machista, apologista do crime, armamentista, entreguista de nossas riquezas, que vai tentar passar uma reforma da previdência pra nos fazer trabalhar mais no mínimo 14 anos!

– Mas e a reforma da Dilma, como era?

– O quê?!

– É só uma pergunta.

– Não teve reforma da Dilma.

– Do Temer, que é a mesma coisa, não teve?

– O Temer traiu a Dilma e o Brasil. Não é a mesma coisa. Ele a golpeou. E ela não cometeu crime nenhum.

– Mas você queria que a gente virasse Cuba ou Venezuela?

– Me poupe.

– Sério, queria?

– O PT esteve alguns anos no poder e não tivemos Cuba ou Venezuela. Você sabe a história de Cuba?

– De Cuba?

– Sabe que os Estados Unidos mantiveram um ditador por anos lá, que Cuba era quintal de jogo e prostituição, que os Estados Unidos traíram Cuba, que tentaram invadir a ilha depois que o ditador caiu, que Cuba precisou da ajuda da União Soviética, que a União soviética acabou e que Cuba sofreu severo embargo econômico? E que apesar disso ninguém passa fome em Cuba, que há educação pra todos em Cuba e que a saúde é de excelência em Cuba?

– Bem, não sou professor de história.

– Não precisa ser professor de história pra saber dessas coisas.

– E Lula?

– Amigo, sinceramente, tá feio… Eu sou cliente aqui.

– Eu sei!

– Pois então. E só continuo aqui porque esta academia não financiou Bolsonaro, responsável pelo clima de ódio que vivemos nos últimos dias.

– Ele não é responsável por essas mortes, é?

– Ele incita ao ódio e não tem culpa? Os assassinos destes últimos dia mataram em seu nome.

– É… te faço novo treino semana que vem.

– Faça, por favor. E leia livros, porque eles faltam em sua vida.

– Tá bom.