O berço da marginalidade é também o da inocência

Farley Granger e Cathy O’Donnell em “Amarga Esperança”, de 1948.

Que direção a de Nicholas Ray.

Um balé de luz.

Os gestos precisos de adeus.

Os olhares desses grandes atores que também nos veem.

O ritmo da narrativa, que aperta o coração.

O movimento incessante.

Do alto, em um helicóptero, a câmera acompanha os carros na estrada, sinalizando que os donos da história não são os que se atracam no chão…

Supomos a tragédia, mas não controlamos sua intensidade.

O berço da marginalidade é também o da inocência.

Não preciso de filmes que me encorajem.

Quero que o cinema me diga a verdade.

Vida longa às palavras mudas

É estranho comemorar os 70 anos da edição um ensaio? Talvez neste caso não. Em 3 de setembro de 1949, a revista Life publicou “A grande era da comédia”, um texto de James Agee (acima) no qual o escritor dedicava estas palavras a Buster Keaton (no alto):

“O rosto de Keaton quase equivalia ao de Lincoln como o de um arquétipo americano. Ele era assustador, bonito, quase inacreditavelmente belo, ainda que engraçado de maneira irredutível. E tornava tudo melhor porque, ainda por cima, usava um chapéu horizontal, tão achatado e fino que lembrava um disco na vitrola.”

ilusão vitoriana

o fenacistocópio (“espectador ilusório”, em grego) foi inventado em 1829 por joseph plateau de modo a confirmar sua teoria sobre a persistência na retina.

o dispositivo consistia em uma sequência de imagens com posições ligeiramente diferentes entre si (inicialmente 16 delas, número adotado depois, no início do cinema) sobre uma placa circular lisa.

quando a placa girava diante de um espelho, criava a ilusão da imagem em movimento.

tornou-se um brinquedo amado e disputado pelas crianças da era vitoriana.

when you’re smiling

“the many faces of billie holiday” (https://youtu.be/wiEcL372LD0, filme para a tevê de matthew seig) talvez seja o melhor documento que conheci sobre billie holiday.

nada de sensacional se apresenta nele exceto a voz da cantora, analisada e respeitada, neste filme de 1990, por alguns dos músicos e produtores que com ela conviveram e que permaneciam vivos à época.

(mal waldron, por exemplo, muito jovem quando chamado a acompanhá-la, tinha exatamente esse rosto sereno quando o vi tocar…)

billie sofre nas biografias.

apanha, literalmente, jogada ao chão.

há essa tendência de a retratar em meio à ruína, como acontece com a carolina de jesus.

mas eu gosto de billie como está aqui, linda e luminosa na maior parte das vezes… da mesma maneira que amo carolina sem o lenço na cabeça, elegante e digna no seu encontro com clarice.

billie sabia rir e chorar, evitava a impessoalidade, falava consigo enquanto cantava para os outros. e, ainda mais raro, comunicava o seu ser e sua história, a tristeza e a alegria de viver no mundo, em cada canção.

conheçam sua maneira moderna e a voz como um trompete do íntimo, à moda do ídolo louis armstrong…

descubram como sua arte sempre foi, à parte todos os ruídos e feridas da vida pública, esse saber interpretar.

Cercados das joias populares

Por algum tempo meus filhos nos perguntaram como era viver nos anos 1980.

E eu nunca soube responder.

Nem saberei.

Talvez porque, sendo muito jovem então, eu não pudesse compreender a juventude, por mim apenas sentida nas suas porções de velocidade, impedimento e paixão.

Ontem revi “Blade Runner” com um de meus filhos e pensei sobre a década perdida, as “lágrimas na chuva” de que fala Rutger Hauer no improviso final.

E pensei que talvez o ator estivesse anunciando ele mesmo o fim de uma arte, daí a permanência de suas palavras…

Temo que os anos 1980 tenham acolhido o último grande cinema.

Aquele do movimento incessante, da poesia, do drama realista, o horizonte ampliado, a essência muda, as palavras exatas.

Isto é o “Blade Runner” de Ridley Scott pra mim, um verdadeiro filme.

Assim como “À Sombra do Vulcão”, de John Huston, lançado dois anos depois.

Eles contêm a beleza de Murnau e de Douglas Sirk, a fotografia dos reflexos da alma.

Os filmes nas salas de cinema eram um importante pedaço da vida nos anos 1980.

Cercados das joias populares, nós as sorvíamos em sessões seguidas, pois ninguém nos tirava das poltronas se desejássemos prosseguir vendo o mesmo filme.

E a intensidade desse maravilhamento talvez seja o mais difícil de traduzir para quem não a viveu, ou não era jovem então.

Nosso Marlon Brando pop viverá para sempre

Aqui, uma montagem com cenas de um seriado de televisão holandês de 1969, “Floris”, dirigido pelo inseparável Paul Verhoeven, em que Rutger Hauer, morto no último dia 19, aos 75 anos, interpreta um cavalheiro forçado ao exílio, embrenhado na floresta junto ao amigo aborígine.

Juntos os dois personagens tentam reaver a certidão de nascimento do herói, roubada por um nobre mau. Durante a procura, um fidalgo os ajuda, oferecendo-lhes abrigo em seu castelo.

O personagem ardiloso de Hauer em “Feitiço de Áquila”, e talvez também aquele em “Blade Runner”, deve ter nascido disto, desta sua compleição de conquistador, da máscara de príncipe-mendigo que carregava no rosto, do seu saber cavalgar, da improvisação de quem parecia conhecer de cor a vida nos baixos domínios.

Inteligência, independência, solidão, beleza.

Nosso Marlon Brando pop viverá para sempre.

Delicados insurrectos

Não acho o Almodóvar o melhor diretor do mundo, mas gosto de muita coisa que ele fez e faz.

Tenho curiosidade de um dia vê-lo encenar num palco.

Acho que mandaria muito bem com os atores, os cenários, a tradição dialogada do rádio…

E ele está sempre à vontade com a cor para empreender um propósito subjetivo.

É bem mais teatral do que cinematográfico porque depende da palavra proferida pelo ator, embora saiba que, ao transmitir a essência de suas situações, ela não aparecerá…

E às vezes ele cala seus personagens, que têm de falar por outros meios!

Ele os obriga a dizer as coisas numa segunda camada, pelo corpo, como este Banderas que deve ter saído diretamente do set para um massoterapeuta…

Sua luta ambígua entre falar e calar!

É tudo tão bonito, embora me falte…

E aquilo que sinto faltar em Almodóvar é o cinema mesmo, o movimento, a profundidade, a imagem de que nunca vou esquecer.

Antonioni, Buster Keaton, Murnau, Fellini, Buñuel, todos esses sabiam lidar com o subjacente, o inconsciente, o não dito. E partiam da imagem com tanta segurança que as poucas palavras no ar saltavam aos olhos da alma.

Quanta saudade deles…

Ou de Douglas Sirk, que impunha a magnitude da canção triste nos melodramas movimentados por carros atirados a estradas, buracos, abismos!

Contudo, gosto do Almodóvar, sim, da persona dele…

Porque sei que procura compensar uma ausência de movimento com a realização do drama musical, este do qual muitos diretores parecem esquecidos, ocupados apenas com a plasticidade frouxa dos efeitos visuais!

Drama e comédia se misturam (como na vida) em seus filmes de estranho humor, como este Dor e Glória.

Um escritor…

E seu novo filme é mais uma autobiografia ficcional…

Irônica e às vezes pesada, porque ele se ocupa de desfazer o mito materno, vejam só.

Com carinho, mas desfazer!

Ele expõe a dor da desagregação por ser um homossexual e precisar calar sua condição.

Ele fala sobre a luz!

A iluminação, a representar a imaginação…

E as trevas, dentro de nós (do apartamento de seu protagonista), a miná-la em nossos corpos criativos, que são as belezas acesas do Nelson Jacobina…

É tão triste este Almodóvar, porque o adeus é iminente, como no filme Cabaré, enquanto, ao mesmo tempo, o doente recupera a magia da infância, da catacumba cristã iluminada pela leitura!

As palavras, como um desenho.

E a insolação de que é vítima quando imagina com fervor, com desejo…

Almodóvar pra representar a gente!

Nós, os delicados insurrectos.

Oh Shelley

Adoro Shelley Winters, amo Marilyn Monroe. Tão brilhantes, sábias atrizes.

Shelley conta nesta edição (https://youtu.be/cRvwjm3eq3g) que morou por um ano com Marilyn, aos 18, quando a diva ainda era Norma Jean. Uma jovem extremamente inteligente, ela conta, que não se sentia atraída por homens com menos de 50 anos, suas figuras paternas que substituíam a do pai.

Seu role model, por assim, tornou-se Shelley… E esta se culpa por não ter estado perto de Marilyn quando ela morreu (a atriz já havia tentado suicídio duas vezes; não tinha família; rompera com arthur miller; tinha 36 anos, mas os produtores queriam que ela tivesse para sempre 25.)

Shelley, que também foi bombshell, conta ter aceitado um conselho que salvou sua vida e sua carreira: aos 33, aceitou interpretar alguém 20 anos mais velha. E daí por diante teve trabalho sempre. Mas ninguém fez por Marilyn o que fizeram por ela. Sendo Marilyn uma intelectual, praticamente…

Shelley, que, ao contrário de Marilyn, adorava homens bonitos, casou-se com Vittorio Gassman. E trabalhou num filme importantíssimo de Monicelli, “Um burguês muito pequeno”, no qual interpretou a mulher de Alberto Sordi, afásica após a morte do filho e a crescente insanidade do marido… Claro, entre muitos outros personagens que interpretou.

Shelley é dez. Como não amar essa vida? E ela fala ofegante, como se tivesse muito a expor e expressar… E eu entendo esta parte…

O cinema, no fundo

Perecer em público. “Roma”, Alfonso Cuarón, 2018

Me tornei espectadora do netflix por razões de rendição.

Não posso (embora deseje cada dia mais) estar apenas diante dos filmes do passado com os quais me divirto sozinha e aprendo pra multidão.

Os filmes novos podem não ser lá grande coisa, mas significam combustíveis para a conversa com as amizades.

E você não começa o fogo sem a faísca, como dizia o velho Springsteen (sobre quem vou comentar o especial da netflix, só de raiva, né?)

Minhas idas ao cinema têm sido raras situações de lazer também porque o dinheiro pra entrada, que já é muito, não basta pra custear a coisa toda.

Tem espera, chuva, café, estacionamento, tosse, dor nas costas e celular do vizinho antes de a gente concluir que viu na tela uma novela brasileira ampliada pro mau humor francês.

Quando eu escrevia sobre filmes para a grande imprensa (a luta toda que vocês conhecem), ganhava credenciais, streamings e dvds de lançamentos e me convidavam a ver tudo antes, nas sessões de imprensa intituladas cabines; na verdade, um salão de exibição onde encontrávamos aquelas más pessoas do passado sem a possibilidade de fugir, nem se as luzes se apagassem; um expressionismo danado, senhor Caligari.

Agora que somos sozinhos, eu e meu bolsinho, sozinhos e felizes, preciso de universitários pra baixar filmes novos no torrent. Ou de DVDs piratas.

Muito esforço pra nada.

Vamos de netflix mesmo.

Ou MUBI.

(Mas MUBI é pra filme de arte, e as amizades preferem assuntos mais variados que este, tramas que, digamos, lhes respeite o combalido coração).

Dores de parto, parto de dores

“Roma”, de Alfonso Cuarón.

Resisti a ver.

(o trailer aqui https://www.imdb.com/title/tt6155172/videoplayer/vi3452418585)

Não só porque ri muito com aquele seu anterior “Gravidade”, que era pra ser um filme sério.

Ou porque me aborreci um tanto com seu Harry Potter, quando levava meus filhos pra ver a saga (eles preferiam os livros).

Temi pelo filme autoral de um diretor de estúdio sem ideias próprias.

Aquelas longas sequências de melancolia em p&b, no trailer…

Encarei-o porque era Natal e esnobávamos o tempo.

E descobri que Cuarón tem muitas ideias.

Não exatamente próprias.

Basta! Tem ideias.

E o que ele faz de novo é condensá-las com um propósito muito bom, que é o de narrar a própria história.

Dizem que “Roma” é o “Que horas ela volta” mexicano.

Pra mim, uma grande injustiça com o Cuarón.

Porque, ao contrário da Muylaert, este é um diretor com conhecimento de cinema e técnica pra se permitir um sonho de invenção (algo obrigatório nos grandes diretores antes; Chaplin ou Welles se sentiriam menos que seres humanos se não inventassem alguma coisa jamais provada a cada filme, porque, senão, de que serviria filmar?).

“Que horas” é novela, a começar pelo título ruim. Novela brasileira, interpretada pela Casé perdida no tiroteio, estranhamente convencida de que escapará de todas as balas.

(Olha eu, aqui, falando mal de novela para os brasileiros.)

Contudo, reconheço que a diretora acertou em cheio ao mostrar como a educação do pobre é um incômodo central da classe média, essa aberração marilena do golpe.

Roma, amor, milícia

Imagino Cuarón afetado pelo mesmo constrangimento. O de ter crescido graças ao amor de uma babá apartada da própria família, impossibilitada de ter a sua, em um México convulsionado pelas milícias.

A jovem menina que cuida de uma família inteira, mas usa outra língua com os seus. O “mexicano” é o espanhol do poder local. A família que representa a de Cuarón fala mexicano com ela e lhe dá o lar apartado, ou o que conhece por amor.

Amor, Roma.

O nome do bairro onde Cuarón cresceu.

Muito inteligente que o filme se torne “Roma”, uma vez que o background cinematográfico e histórico é mesmo o do cinema italiano. Mulheres e crianças como micro heróis de uma revolução, à moda do que ensinou De Sica nos roteiros de Zavattini.

Neo-realismo às vezes, mas só às vezes…

O fundo é o plano primeiro

Porque se trata de um filme relacionado a um momento imediatamente posterior, nada heróico, do italiano.

O momento de Valério Zurlini, por exemplo, diretor que nunca esteve entre os “primeiros” da Itália.

Ou de Fellini, que estendeu as ideias do mentor Rossellini para as suas próprias – e assim se separou do amigo.

“Oito e Meio”, Federico Fellini, 1963

Diretores a conduzir muito bem seus personagens ao drama, mas que não os encerram no drama gritado de “novela”; ao fundo deles, corre a realidade, aliás como fez Buster Keaton em “A General”. O fundo é a nossa história, sua ultrapassagem, o contexto.

As coisas não deixam de acontecer ao fundo mesmo que em primeiro plano transcorra o drama particular, ensinam esses diretores, esse momento.

Valério Zurlini, ele próprio, contratava até mesmo um “diretor de fundo” para conduzir as sequências impressionantes, como em “Verão Violento”, de 1959.

“Verão Violento”, de Valério Zurlini, 1959

Sessenta anos atrás!

Um tipo de diretor, o tal do fundo, que desapareceu da historiografia.

Cuarón encena perturbadoras batalhas em localidades públicas, como faz outro sucedâneo do neo-realismo, a “commedia all’italiana”.

O sufocamento de viver, consumir e perecer no parque de diversões, na praia, aos olhos comuns.

Cuarón conduz, como se disse, ele próprio tudo, o primeiro plano e o além dele.

O primeiro plano e o além dele

O homem-bala à distância, no parque, enquanto a protagonista caminha lentamente à espera de encontrar quem lhe abandonou…

A protagonista grávida na loja de móveis, à procura de um berço, enquanto se dá o confronto entre milicianos e estudantes, primeiro fora, depois lá dentro…

Sem mencionar um parto dessa dor…

Aulas de cinema que o cinema desaprendeu.

Um filme que não concede à superação, ao humor, ao sublime.

Um longa para materializar a tristeza…

Mais que ela, a distopia.

Nosso tempo.

Nossos homens nascidos mortos.

Eu então lhe diria, se isto lhe fosse possível:

Vá até a sua poltrona vê-lo.

Morte e graça do cowboy

Sou uma pesquisadora de humor.

Especialmente, do humor no cinema.

Humor relegado.

Diria pisoteado…

E ontem assisti finalmente aos Cohen de “The Ballad of Buster Scruggs”, na netflix.

(o trailer aqui https://www.imdb.com/videoplayer/vi921942553)

Sim, netflix, porque ingressos de cinema têm sido caros, não é?

E desconfortáveis as salas durante a experiência, exceto por aquelas sessões em que acontecem o “Lula livre” e o “Ele não” e a gente libera a raiva, mas raiva não pode, ahn, a tristeza.

Então.

Me sinto feliz que os Cohen tenham partido pro streaming (meu teclado vermelho quis screaming, ele sempre me adivinha…)

Os Cohen, esses herdeiros a cada dia de uma comédia peculiar, à italiana!

Muito apreciados por Mario Monicelli, que via neles o esforço pelo exercício essencial do cinema mudo.

Essa comédia que estudei no doutorado lá na USP…

(Desculpem por isso, não vinha sentindo a necessidade de frisar.)

Bem, trata-se de um filme de episódios que brinca com o gênero western na sua maneira fabular.

Os episódios se abrem como um livro, com ilustrações a evocar uma época editorial.

Cada página cita uma frase-chave de um diálogo que vai correr.

E o ilustra com uma filmagem.

Eu começo pela evocação do livro porque, de tão fantástica, me transporta a uma recuperação infantil, que é um dos procedimentos do humor.

Eu era leitora de histórias ilustradas.

Exatamente como acontecia com a Alice de Lewis Carroll.

E me lembro de um livro perdido na casa de meus pais em que as ilustrações não eram as originais de John Tenniel para as histórias do Carroll, mas muito icônicas e evocativas a seu modo, apesar de subproduto da Disney…

Não li livros sobre western, mas adorava as HQs italianas do Tex.

Western sempre foi um gênero muito bem absorvido pelos italianos.

Esses míticos “nacionalistas” que se veem injustiçados…

Estão nas histórias dos Cohen uma estranha polidez e a graça do cortesão renascentista, personificadas no cavaleiro solitário sobre a poeira.

O cowboy e suas leis, diferentes da regulação social restritiva.

O cowboy e seu canto livre!

O filme é então por isso muitas vezes um musical macabro – o músico Tom Waits aparece extraordinário em um dos episódios.

E nós, como espectadores, vivenciamos cada drama interno ilustrado.

Um entrar no coração dos personagens que não é fácil.

O Fellini de La Strada, por exemplo, comparece à sombra de um contexto determinado, para facilitar esse “acesso”…

As glórias e a pequenez dos homens e mulheres, exemplificados.

E, principalmente, a morte visitadeira.

Em todos os episódios, uma morte ou mais, como a commedia all’italiana normatizou e exerceu.

A morte que realça o drama – ou simplesmente determina a qualidade do humor.

Necessária e inesquecível.

E a morte metafórica, dos sonhos, da civilização.

A carruagem de Maupassant/Ford, o sorriso de Walter Huston…

Tudo o que a cultura cinematográfica nos trouxe e é nossa por direito e transmissão imaginativa.

Isto não é crítica de um belo filme.

Corre perigosamente como uma história de amor.