Sou de Freud

“Isto não é pra mim, Jane”, diz Marilyn

Em 1953, durante as filmagens de “Os Homens Preferem as Louras”, de Howard Hawks, a atriz Jane Russell, uma das protagonistas e a mais experimentada em representação, tentou converter a parceira de cena, Marilyn Monroe, ao cristianismo.

Depois de muito pregar, Jane convenceu Marilyn a assistir a uma das reuniões do grupo Christians in Hollywood durante um dos intervalos das filmagens.

A colega, contudo, detestou a experiência:

“Isto não é pra mim, Jane.”

Tempos depois, Marilyn explicou à atriz Susan Strasberg (filha de Lee Strasberg, o Senhor Actor’s Studio) o que realmente se passara:

“Jane tentou me conduzir à religião enquanto eu quis convertê-la a Freud.”

Oh Shelley

Adoro Shelley Winters, amo Marilyn Monroe. Tão brilhantes, sábias atrizes.

Shelley conta nesta edição (https://youtu.be/cRvwjm3eq3g) que morou por um ano com Marilyn, aos 18, quando a diva ainda era Norma Jean. Uma jovem extremamente inteligente, ela conta, que não se sentia atraída por homens com menos de 50 anos, suas figuras paternas que substituíam a do pai.

Seu role model, por assim, tornou-se Shelley… E esta se culpa por não ter estado perto de Marilyn quando ela morreu (a atriz já havia tentado suicídio duas vezes; não tinha família; rompera com arthur miller; tinha 36 anos, mas os produtores queriam que ela tivesse para sempre 25.)

Shelley, que também foi bombshell, conta ter aceitado um conselho que salvou sua vida e sua carreira: aos 33, aceitou interpretar alguém 20 anos mais velha. E daí por diante teve trabalho sempre. Mas ninguém fez por Marilyn o que fizeram por ela. Sendo Marilyn uma intelectual, praticamente…

Shelley, que, ao contrário de Marilyn, adorava homens bonitos, casou-se com Vittorio Gassman. E trabalhou num filme importantíssimo de Monicelli, “Um burguês muito pequeno”, no qual interpretou a mulher de Alberto Sordi, afásica após a morte do filho e a crescente insanidade do marido… Claro, entre muitos outros personagens que interpretou.

Shelley é dez. Como não amar essa vida? E ela fala ofegante, como se tivesse muito a expor e expressar… E eu entendo esta parte…