A cara desses bozós dos infernos

No livreto de Márcio Jr, alguns dos aterradores personagens da sanha genocida

Cachorrinho de madame, Podridão da morte: perfeitos codinomes para procuradores e ministros

Dos livros lindos que recebo.

“Com a palavra (inapropriado para menores de 18 anos, evangélicos e bolsonaristas)” reúne os desafios de Márcio Jr (marciomechanics@hotmail.com) no festival Inktober de 2019.

Márcio Paixão Júnior é desenhista e editor de sua arte na mmarteproducoes@hotmail.com

Suas criaturinhas são os inimigos que disputaremos na fila do soco quando a revolução acontecer.

Bozós, olavos, micheques, malafaias estão todos lá, retratados como se deve.

Liberdade, igualdade, fraternidade, puberdade, obscenidade!

E todos à Bastilha amanhã, s’il vous plait.

“Com a palavra”, de Márcio Jr,
autor e editor

A cara desses bozós dos infernos

No livreto de Márcio Jr, alguns dos aterradores personagens da sanha genocida

Cachorrinho de madame, Podridão da morte: perfeitos codinomes para procuradores e ministros

Dos livros lindos que recebo.

“Com a palavra (inapropriado para menores de 18 anos, evangélicos e bolsonaristas)” reúne os desafios de Márcio Jr (marciomechanics@hotmail.com) no festival Inktober de 2019.

Márcio Paixão Júnior é desenhista e editor de sua arte na mmarteproducoes@hotmail.com

Suas criaturinhas são os inimigos que disputaremos na fila do soco quando a revolução acontecer.

Bozós, olavos, micheques, malafaias estão todos lá, retratados como se deve.

Liberdade, igualdade, fraternidade, puberdade, obscenidade!

E todos à Bastilha amanhã, s’il vous plait.

“Com a palavra”, de Márcio Jr,
autor e editor

André Toral e as histórias indígenas

Quadrinhista e antropólogo lança livro onde reúne hqs que interpretam as narrativas desses povos

O artista fala para nós em live da página “Viagem ao Fundo do Baú”

Aqui, a live na qual conversamos com André Toral sobre seu livro “A Alma que Caiu do Corpo”, pela editora Veneta, em torno de histórias sobre os indígenas brasileiros.

André Toral fala em live sobre “A alma que caiu do corpo”, seu novo livro

A seguir, a live de que participei com o pessoal da página “Viagem ao Fundo do Baú” sobre o mais recente trabalho do artista, antropólogo, professor e pesquisador André Toral.

Foi imenso.

www.youtube.com/watch

Uma conversa com Marcello Quintanilha sobre seu primeiro romance

Marcello Quintanilha sobre sua carreira e o novo romance em live da página “Viagem ao Fundo do Baú” em 31 de outubro de 2020

Convidada por Francisco Ucha e acompanhada por Ana Gisele França, Toni Rodrigues e Rui Brito, converso aqui com o quadrinhista Marcello Quintanilha sobre seu primeiro romance, “Deserama”, pela editora Veneta.

Uma conversa deliciosa, reflexiva, solta e risonha.

Não reparem!

Por Drucker

Mort Drucker, que morreu agora, era o responsável pelas paródias de filmes da Mad. Lá na minha adolescência, líamos a revista, mas nem sempre tínhamos dinheiro para os filmes. Então nós os conhecíamos primeiro pelas paródias do Drucker. Era um humor de mau humor. Ele apontava as incongruências de roteiro, as hipocrisias dos diálogos, a farsa em si dos blockbusters, com um desenho realista. E ansiávamos por uma nova versão de filme, todo mês.

Enfim, artista, vá em paz.

Um presente de Crumb

Viver é isso.
Jantar com Gilbert Shelton, Lora Fountain, Aline Kominsky e Robert Crumb na casa de Leca e Rogério, em São Paulo.
E ainda ganhar este presente feito pelos convidados.
Achei a noite tão especial que escrevi um texto sobre ela.
Mas o Maurício ponderou que não se deve publicar intimidade.
Passados dez anos, ainda não sei.
O fato é que conversamos um tanto.
Aline, Lora e eu, especialmente.
Gavetas, suas lindas.

A crítica que morreu antes de nascer

não conhecia esta hq.

quero dizer, esta modalidade de resenha literária sequencial.

me deu vontade de pular no livro resenhado.

checar se faz sentido o que a resenhista diz.

sinto falta deste tipo de crítica que todo o mundo civilizado faz para atrair um leitor.

muito pessoal, intuitiva, mas com embasamento na leitura da obra.

e que nós nunca fazemos.

admito que enquanto jornalista cultural tentei, mas fui pisada no coração, nas minhas melhores intenções.

então deixei pra lá.

todo mundo, enquanto parecia sério, era tão estúpido neste “jornalismo literário” impessoal, candidamente “neutro”, do brasil fundo.

quero dizer, findo.

e eu penso: muita coisa realmente tinha de acabar por aqui para um dia renascer, feito a crítica dos livros.

(se você não for assinante da New Yorker, use o outline)

https://www.newyorker.com/culture/culture-desk/dreaming-with-patti-smith?source=EDT_NYR_EDIT_NEWSLETTER_0_imagenewsletter_Daily_ZZ&utm_campaign=aud-dev&utm_source=nl&utm_brand=tny&utm_mailing=TNY_Daily_011220&utm_medium=email&bxid=5d066f027ace5a712145c15b&cndid=57544614&esrc=&mbid=&utm_term=TNY_Daily&verso=true

A fenomenal e os dez mangos

Que pena.

Morreu a Mariza, que era mesmo fenomenal. Artista de primeira. Seu físico me lembrava o do Miles Davis nos anos finais, um “tô passando por aqui, nem aí pra vocês”.

Resolvia qualquer pepino que fosse preciso ilustrar no Caderno de Sábado, por exemplo, o suplemento semanal cultural que o JT extinguiu bem antes de dar um fim a si mesmo (tenho a impressão de que se foi tb por desprezar a cultura…). Ela sabia interpretar o fato e levá-lo além.

De vez em quando, vamos lá, quase sempre, pedia dez mangos pra quem estivesse perto e sumia com eles. Se eu tinha, dava, fazer o quê? Uma vez, o ilustrador principal do JT, me fugiu o nome, perguntou a ela antes de lhe emprestar, sorrindo: “Mas você devolve, né?”