Em 7 de dezembro de 2016.
Sonhei com o Ewan McGregor. Eu passava por um corredor e o via numa cadeira de metal bebendo com amigos. Dizia-lhe oi. Ele morria de rir. E eu retrucava diante da figura de cabelo comprido, um pré-obi-wan: “Dou oi pra todo mundo, em todo caso, porque sou míope, não só por ser você.”
Que raio de sonho com Ewan, quando na semana inteira pensei em Alain Delon, sobre como se dava isso de ele ser uma divindade fria? (Enquanto do outro ator, nos últimos tempos, tenho mais apreciado seu perfil no Instagram: motocicletas e causas, causas e motocicletas.)
Ewan queria me dar uma entrevista, mas não conseguia falar. Não se lembrava de nada. E eu, paciente, à espera. Tanto esperava que perdia meus sapatos. E, largada no boteco sujo à noite, saía pra casa de meia, pelo chão alagado, sem saber como voltar.
Esta é Alessandra Leão durante o lindo show de lançamento do seu disco “Macumbas e Catimbós”, sábado, 24 de agosto, no Auditório Ibirapuera.
Digressão.
Aqui, uma montagem com cenas de um seriado de televisão holandês de 1969,
Nunca vi coisa parecida com o documentário Our Planet. O mais próximo em impacto que uma filmagem da natureza exerceu sobre mim foi A Crônica de Hellstrom, sobre insetos, que passou em cópia ruim no Cine Bijou dos anos 1970. Meus olhos de criança mal fecharam por dias.