Jogo minhas tranças

estou abrigada, como e durmo bem, o quanto precisar.
sou uma privilegiada até mesmo entre as centenas de habitantes da minha rua, onde justamente agora, no meio da noite, alguns seres humanos caçam os outros, sempre aos gritos, pela calçada.
ouço tudo o que se passa, aqui do alto da torre.
e tenho bons ouvidos.
mas suspeito que não será só esse o barulho a chegar até mim.
depois de setembro tudo isto ficará muito pior.
sem auxílio emergencial, o resto de civilidade que as pessoas ainda exercem será difícil de manter.
hoje passei um dia improdutivo porque descobri ser privilegiada demais por ter um cartão de crédito, esse que uso para fazer as compras durante a pandemia.
e ninguém nunca mais vai deixar isso barato pra mim nem pra ninguém.
os cartões continuarão sendo clonados agressivamente para que os bandidos roubem… carros alugados na localiza, roupas e bonés no mercado da street wear.
estamos perdidos.
é por isso que me afundo nos livros e nos filmes.
suspeito que seria menos devoradora da arte se este país fosse mais feliz.

Um pouco mais distante dos outros

Me emocionei demais com o professor de bicicleta, sob a chuva, entregando as tarefas a seu aluno na periferia pernambucana (leia reportagem aqui). Nunca tive um professor assim.
Durante a infância morávamos no Bixiga, perto das malocas saudosas. Éramos periferia no centro. Estudávamos como bolsistas em um colégio pago porque o Caetano de Campos, a escola pública mais bem reputada da região, não nos aceitou.
Eu sentia uma grande solidariedade em relação aos meus vizinhos. Fiquei muito doente na infância, hepatite, catapora, sarampo, caxumba, rubéola, e faltava às aulas o tempo todo. No período de resguardo, quando eu já estava bem, os amigos vinham me ensinar as lições que eu havia perdido. Me lembro de seus rostinhos corados, de suas pastinhas com papéis. Me sentia viva no mundo, inteira e agradecida a eles.
E tentava fazer o mesmo, sempre, com quem faltava. Meus pais achavam até que era minha obrigação ir até a casa deles para lhes ensinar o que perderam. E eu ia procurá-los feliz.
Até que um dia bati na porta da casa de uma amiga que faltara alguns dias e ela me recebeu assim: “Legal você ter vindo, mas não veio aqui me passar as lições, veio?”
Meu mundo caiu de verdade. Suspeito que pela primeira vez. Tudo em que eu e meus pais acreditávamos era uma balela pra minha amiga. Uma chateação, um motivo de vergonha.
Isto me distanciou um pouco mais dos outros. Soube que seria sozinha nessa vida, sozinha com o que aprendera. E quando vi o lindo professor sob a chuva, foi primeiro nisso que pensei.

Chantal Akerman em filme-sensação

Este longa permanece por tempo indeterminado na plataforma de streaming Mubi, e você não deve perdê-lo. Na resenha a seguir, que fiz a pedido da página “Histórias de Cinema”, explico por quê

loucura de almayer

Stanislas Merhar em “A loucura de Almayer”, de Chantal Akerman, a partir de obra de Joseph Conrad

O que é a dor?

A dor é o que não passa.

Talvez todo o cinema de Chantal Akerman (1950-2015) seja sobre esta constatação. E seu penúltimo filme, “A loucura de Almayer” (2011), baseado em obra de Joseph Conrad, multiplica-a porque a encara literalmente.

Seus longos, intrigantes e muito bem iluminados planos-sequência repentinamente se transformam em um só, fixo, como se fosse vetado à câmera andar, como se ela pesasse mil quilos, como se estivéssemos nos primórdios do cinema e no fim da aventura sobre o palco, o drama do ator.

Este filme é a diretora e seus personagens, os olhos perscrutadores que ela esconde na mata, e a mata: a chuva que se adensa sobre o rio de tal forma que nós, espectadores, também a sintamos. A epítome do filme-sensação.

O protagonista, interpretado por Stanislas Merhar, é um comerciante que imaginou fazer fortuna na Malásia, e na Malásia se afundou, com uma mulher nativa não desejada e uma filha mestiça (a Nina de Aurora Marion) a quem venerou sobre todas as coisas, desejando a ela um futuro europeu. O lugar distante, planejado paraíso, não mudou seu etnocentrismo, seu racismo, sua insensibilidade. Ele sai dessa confusão ainda mais dolorido, ou, como quer Chantal, de fato enlouqueceu de amor.

QI de abelha

Não me emociono se penso que Toller votou no Tolo. Ou deixou o Tolo ganhar. Ou se nada fez para que o Tolo perdesse, até ganhando causa de 200 mil contra Haddad e o PT pelo uso (que ideia mais boba do partido, gente) da canção do QI de Abelha na campanha.

Nana também votou em Bolsonaro. Toquinho também. Djavan também, talvez. Desejo a Nana e a Toquinho toda a felicidade. Djavan está em mim. Vou ouvi-lo sempre, forever and ever.

E Toller, meus amigos, bonita ou não, conservada ou não (todas nós cinquentonas podemos nos orgulhar de nós mesmas neste aspecto, certo?), nunca habitou meu panteão.

Mas se habitou o seu, não ligue pra nada disso. Essas pessoas escrevem e interpretam canções, não necessariamente veem a vida como nós.

Os olhos arrancados do Brasil, segundo Pasolini

Eu me sentia em dívida com vocês, uma vez que tanta leitura teve outro post deste blog sobre a produção poética de Pasolini, intitulado “Pasolini em Recife”. E agora creio que acalmo minha consciência ao lhes mostrar o outro grande, imenso poema que o cineasta fez sobre o Brasil.

Em 1970, durante sua viagem à América do Sul para participar de um festival em Mar del Plata, no qual apresentaria “Medeia, a feiticeira do amor” (1960), Pasolini visitou brevemente o País. Fez uma escala no Rio de Janeiro, foi obrigado a um pouso de emergência em Recife, na ida, e rumou a Salvador, por fim. O Rio de Janeiro inspirou-lhe a escrever “Hierarquia”, que segue aqui com tradução de Mariarosaria Fabris.

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“É assim, por mero acaso, que um brasileiro é fascista e outro subversivo; o que arranca os olhos pode ser confundido com o que tem os olhos arrancados”

HIERARQUIA

Pier Paolo Pasolini, 1971

Se chego a uma cidade
além do oceano
Muita vez chego a uma nova cidade, levado pela dúvida. Tornado de um dia para outro em peregrino
de uma fé na qual não creio;
representante de mercadoria faz tempo sem valia,
mas é grande, sempre, uma estranha esperança –
Desço do avião com o passo do culpado,
o rabo entre as pernas, e uma eterna vontade de mijar,
que me leva a andar meio dobrado, com um sorriso incerto – Livrar-se da aduana, e, muita vez, dos fotógrafos:
fato corriqueiro que cada um encara como se fosse exceção.

 

Depois o incógnito.

Quem passeia às quatro da tarde
por canteiros cheios de árvores
e alamedas de uma desesperada cidade onde europeus pobres vieram criar de novo um mundo à imagem e semelhança do seu, levados pela pobreza a fazer do exílio sua vida?
Com um olho em meus afazeres, minhas obrigações –
Depois, nas horas vagas,
começa minha busca, como se ela também fosse uma culpa –
A hierarquia, porém, está bem clara na cabeça.
Não há Oceano que aguente.
Desta hierarquia, os últimos são os velhos.
Sim, os velhos a cuja categoria começo a partencer

(não falo do fotógrafo Saderman que, com a mulher já amiga da morte, me acolhe sorrindo
no pequeno estúdio de toda uma vida)
Sim, há algum velho intelectual que na Hierarquia
está à altura dos mais belos michês
os primeiros que se encontram nos pontos logo achados e que, como Virgílios, conduzem com popular delicadeza algum velho

é digno do Empíreo,
é digno de ficar perto do primeiro garoto do povo
que se oferece por mil cruzeiros em Copacabana
os dois são meu guia
a segurar-me pela mão com delicadeza,
a delicadeza do intelectual e a do operário (quase sempre desempregado)
a descoberta da invariabilidade da vida
requer inteligência, requer amor.
Vista do hotel de Rua Resende, Rio –
a ascese exige sexo, exige caralho –
aquela janelinha do hotel onde se paga pelo quartinho – se olha dentro do Rio, num aspecto da eternidade,
a noite de chuva que não traz refrigério,
e molha as ruas miseráveis e os entulhos,
e os últimos beirais do art nouveau de portugueses pobres sublime milagre!
E assim Josué Correia é o Primeiro na Hierarquia,

e com ele Haroldo, veio menino da Bahia, e Joaquim.

A Favela feito Cafarnaum debaixo do sol –
Cortada pelas valetas do esgoto
um barraco em cima do outro, vinte mil famílias
(ele, na praia, pedindo-me um cigarro como se fosse um puto)

Não sabíamos que aos poucos iríamos nos revelar, prudentemente, uma palavra depois da outra,
dita quase distraidamente:
eu sou comunista, e: eu sou subversivo:
sou soldado de uma divisão expressamente treinada
para lutar contra os subversivos e torturá-los;
mas eles não sabem;
as pessoas não se dão conta de nada;
elas pensam em viver
(me fala do lumpemproletariado).
A Favela, fatalmente, nos aguardava
eu grande entendedor, ele guia –
seus pais nos acolheram, e o irmãozinho nu
que acabara de sair de trás da lona –
pois é, invariabilidade da vida,

a mãe
falou comigo como Maria Limardi, preparando a limonada sagrada para o hóspede; a mãe encanecida, mas de carnes firmes; envelhecida como envelhecem as pobres, e ainda garota; sua gentileza e a do companheiro,
fraternal com o filho que só por sua vontade
agora era um mensageiro da Cidade –
Ah, subversivos, busco o amor e encontro vocês.
Busco a perdição e encontro sede de justiça.
Brasil, minha terra,
terra de meus amigos à vera,
que não se interessam por nada
ou então se tornam subversivos e feito santos são cegados.
No círculo mais baixo da Hierarquia de uma cidade,
imagem do mundo que de velho se faz novo,
coloco os velhos, os velhos burgueses,
pois um velho da cidade, se é do povo, fica garoto
não tem nada a defender –
vestindo camiseta e calção surrado como Joaquim, o filho.

 

Os velhos, minha categoria,
quer queiram ou não queiram –
Não se pode fugir do destino de deter o Poder, ele se coloca por si
lenta e fatalmente nas mãos dos velhos, apesar de eles serem mãos-furadas
e sorrirem humildes feito mártires sátiros –

Acuso os velhos de terem vivido seja como for, acuso os velhos de terem aceitado a vida

(e não podiam não aceitá-la, mas não existem vítimas inocentes)
a vida, ao acumular-se, deu o que ela queria – acuso os velhos de terem feito a vontade da vida.

De volta à Favela onde não se pensa em nada
ou se almeja ser mensageiros da Cidade
lá onde os velhos são americanófilos –
Entre jovens que jogam, bravos, futebol
diante de cumes encantados sobre o frio Oceano,
quem quer algo e sabe, foi escolhido ao acaso –
inexperientes em imperialismo clássico
em delicadezas para com o velho Império a ser explorado.
Os americanos dividem entre si os irmãos supersticiosos
sempre aquecidos pelo próprio sexo como bandidos por uma fogueira –

É assim, por mero acaso, que um brasileiro é fascista e outro subversivo; o que arranca os olhos pode ser confundido com o que tem os olhos arrancados.
Joaquim nunca poderia ter sido diferente de um sicário.
Então, por que não amá-lo, se assim fosse?
O sicário também está no vértice da Hierarquia,
com seu traços simples, mal esboçados,
com seu olhar simples,
sem outra luz do que a da carne.
Assim, no topo da Hierarquia,
encontro a ambiguidade, o nó inextricável.
Oh, Brasil, minha desgraçada pátria,
voltada sem escolha à felicidade,
(de tudo são donos o dinheiro e a carne,
enquanto você é tão poético)

Em cada habitante seu, meu concidadão, há um anjo que não sabe de nada, sempre curvado sobre seu sexo,
e se agita, velho ou jovem, para pegar em armas e lutar,
pelo fascismo ou pela liberdade, é indiferente – Oh, Brasil, minha terra natal, onde
as velhas lutas – bem ou mal já vencidas –
para nós velhos tornam a fazer sentido – respondendo à graça de delinquentes ou soldados, à graça brutal.

 

Anacronismo

Amo essa fase de nossa história do pensamento, quando ainda fazia sentido exaltar o pensamento (e até o pensamento como um sentimento), em que se lamentava a incomunicabilidade humana.

Curioso que todos hoje tenham se rendido à inevitabilidade disso. Porque a incomunicabilidade ainda existe, certo? Não é só coisa nascida dos filmes de Antonioni.

Ela existe e me exaspera.

Um jogo de armar

“Fotospoéticas”, de Zuleika de Souza e Antônio Paulo Barêa Coutinho, propõe um mergulho nos vestígios do tempo

 

vaso
A MORTA SOMBRA
A sombra homem
à sua volta
a flor que some
e já vem torta
um vulto sem nome/ quem se importa?
fará insone
a natureza morta

De que serve um livro sem imagens? Ou, pior que isso, sem poemas? Mas este não é só um livro.

As páginas memoriais de “Fotospoéticas” descrevem o decorrer do tempo. Zuleika de Souza, a autora das fotos, faz poesia a partir de vestígios. Antônio Paulo Barêa Coutinho, o escritor, propõe narrativas expressivas a essas criações visuais que sussurram múltiplos sentidos, por vezes saturadas e contrastadas. 

E o que estes dois autores fazem juntos é desmontar o processo conciso em que se dá um poema. A vida é um jogo, como diz Coutinho, e não um sonho. E lá se vão os dois jogar, desfazendo os códigos da visão.

“Fotospoéticas” joga para evocar Cortázar. Leia apenas os poemas e narrativas e você sairá feliz dele. Veja apenas as fotos, na ordem em que for, e a alegria será igual. Tudo se multiplicará quando você ler os dois.

Cada imagem do belo volume remete a uma pequena descrição de Coutinho para além da foto de Zuleika. Ou, melhor dizendo, para dentro dela. Cartier-Bresson dizia que fotografar não é identificar, mas penetrar. Claudio Versiani, que assina o prefácio, sugere que enxergar é identificar, e ver, penetrar – e que a verdadeira fotografia deveria ver.

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MEMORIÁGUA
Depois da chuva
a memória da água
escorreu
no vidro de lembrar
permitiu
um tempo que não vivi

Sim, Zuleika tem uma visão penetrante, como se descascasse não só as paredes, mas as nuvens e as sombras, em busca do objeto que elas escondem. Ela vê o jumento na rua, mal amarrado: à espera de quem? As caixas de correio, não se sabe por que permanecem ali, tão bem pintadas. A sombra do vaso com flores evoca um torso. 

Suas cenas são pinturas questionadoras com um traçado áureo. Dá pra entender por que Coutinho, economista e doutor em Ciências Sociais, sempre procura o homem quando descreve as fotos. O homem, sua imanência, sua memória, encaixam-se nessa sofisticada geometria das coisas, embora o poeta não deixe de lembrar: “As palavras não se atrevem com certas paredes.”

coada 2
NO FUNDO VARANDA
O fundo da casa, a frente da casa.
A casa que, no fundo,
é uma luz que entra coada,
uma saudade avarandada
vaga.

A inspiração barroca de Coutinho contrasta com o classicismo de Zuleika. Sua verve intensa de escritor diz paradoxos aparentes, descreve de forma deslocada, rebusca-se com concisão. As águas são tontas, os prazeres, firmes, a esperança, calma, a luz, coada… E, enquanto isso, as linhas das fotografias buscam a eternidade. 

Eis a maravilha desta obra, ter sido composta entre eles a partir um drible constante, de um jogo que nos faz mergulhar.

 

A paixão que não se encerra

Henry Fonda em “Vive-se só uma vez”, de Fritz Lang, 1937

O vizinho de cima vive em festa.

Uma gente falante, que nem conheço, aos gritos pra se fazer entender, como um caminhão do MBL na paulista aberta. Gente de salto alto à noite e que me acorda com reforma intensa no sábado de manhã.

Lá fora, a rua vai enlouquecendo aos poucos.

Alguns gritos de mulheres contra os que parecem ser policiais.

Um som muito alto que, depois de um tempo, passa, como se tivesse sido instalado dentro de um carro em movimento.

Estou sozinha na sala, e os mosquitos começam a pegar minhas mãos.

Mas o filme que escolhi foi maravilhoso.
De Fritz Lang, com Henry Fonda.
E Sylvia Sidney, principalmente.
“Fúria”?
Não.
“Vive-se uma só vez”.
Cada plano, um estudo de fotografia, expressão, geometria, luz.
Enquanto rola a ação.
Fazer cinema policial-dramático nos EUA com tudo o que ele sabia!
Tão grandioso.
E planos muito diferentes uns dos outros.
O mundo engradado, como esta gaiola onde vivemos.

O dia foi bom por um lado.
Mais triste que bom.
Dizem que a única paixão que não se perde é a intelectual.
Bem, espero que me dure os anos todos.

Pietrangeli, cineasta das mulheres

Mastroianni, Magali Noel, Simone Signoret: os vis são eles

ÁDUA E SUAS COMPANHEIRAS
por Rosane Pavam

(republicado do site Histórias de Cinema)

Repare nas mulheres deste filme. Cada beleza é uma fortaleza diante dos homens. E repare nos homens, até em Mastroianni. Todos vis.

Você sai de “Ádua e Suas Companheiras” (1960) sem confundir os personagens porque se trata de um filme de Antonio Pietrangeli, nítido, belo, triste.

Ele aqui ainda não tinha se tornado um dos grandes da commedia all’ italiana, resposta do cinema ao teatro medieval da fria essência humana. E detestava este filme talvez por não ser, neste sentido, “cômico”.

“Ádua” ainda correspondia ao neorrealismo heróico. Pietrangeli sabia disso porque trabalhou como assistente de Visconti e lutou pelo movimento quando se tornou crítico de cinema, depois de cursar medicina.

Ele queria mais, bem mais que a Cabíria de Fellini, encenada três anos antes. Era o diretor das mulheres. Estava no mundo em breve passagem para mostrar o abismo diante delas, seus corpos trágicos insubmissos.

Neste filme, elas habitam o bordel de Simone Signoret, florido por Magali Nöel e firmado por Emmanuelle Riva no papel de mãe. Mas Signoret não é aqui a Joan Crawford de “Johnny Guitar”. Não há redenção para ela, embora tudo o que o cinema peça esteja lá, como esteve em Mizoguchi: um fruto da criação do espaço público para discutir nosso destino circular, em eterno retorno a seu início.

Rosane Pavam é doutora em História Social pela USP com a tese “Retratos do Épico Cômico: Totò, De Sica e a commedia all’italiana”

ÁDUA E SUAS COMPANHEIRAS

Diretor: Antonio Pietrangeli
Itália, 1960, 106 min

Disponível na Amazon Prime Video